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Vagão da Serra - Hospedagem de Apartamento Temático

Livro #6
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Que história é essa?

   Ah, a bela Paris, uma terra cheia de histórias, um berço de tantas culturas, de tantas tragédias, mas acima de tudo, de inúmeros sonhos. E que sonho infiltra mais a carne e o coração humano do que o amor? Sobretudo na era dos romances, a época das poesias para amantes,  do amor verbalizado no papel, do amor imortalizado. Peço que vá além da matéria humana e física,  meu leitor. Na verdade, por estar aqui, já me faz crer que o fazes de alguma forma. Que outra coisa, física ou abstrata, que nos aquece a noite, senão o amor?

    Foi algo que Armand descobriu nos braços de Marguerite. Diferente das outras histórias, os nossos trens agora não levam nossos protagonistas ao seus destinos, mas os ajudam a concretizar.  Como foram amorosas as viagens que estes jovens desempenharam nos vapores até seu ninho no campo e de lá de volta à cidade.       Imagine, em meados do século XIX, como era desconfortável para os demais viajantes daqueles trens, ver um casal adorando-se, em beijos delicados e risonhos. As faces vermelhas do vinho e do amor, transbordados na própria pele.     As gargalhadas descontroladas e intangíveis a qualquer pudor, pois as emoções não encontram barreiras quando são conduzidas pelo amor.

  Desejariam seus corações, se do futuro tivessem ciência, permanecer em movimento naqueles trens, sem chegar a lugar nenhum. Fazer dele seu paraíso particular, vendo as paisagens campestres saudarem este amor, mais bucólico do que romântico, propriamente dito. Dariam tudo que pudessem, para sempre serem contemplados apenas pela luz da aurora e pelas distantes estrelas. No entanto, sempre haverá aqueles que não se contentam com a felicidade alheia, e sem se importar se é desgraça que eles conjuram para estes corações, agem odiosamente, e os fadam ao fim que muitos amores clássicos experimentam.

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